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Incorporadoras buscam fundos para financiar construções diante da queda da poupança

O mercado de capitais cresce e se torna essencial no financiamento imobiliário, com fundos imobiliários liderando projetos de alto padrão

Foto: Reprodução
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  • O financiamento à construção de imóveis no Brasil está mudando, com o mercado de capitais se tornando uma alternativa importante.
  • Nos últimos seis meses, esse mercado cresceu 8,1%, passando de R$ 15,3 trilhões para R$ 16,6 trilhões.
  • A demanda por financiamento abrange todos os segmentos, especialmente o alto padrão, devido à retração dos depósitos na poupança e à seletividade dos bancos.
  • Os fundos imobiliários estão se envolvendo mais na estruturação de projetos, o que aumenta a previsibilidade e reduz riscos.
  • A competição entre bancos e fundos de investimento aumentou, com os fundos se tornando mais competitivos na busca por incorporadoras.

O financiamento à construção de imóveis no Brasil está passando por uma transformação significativa. Historicamente sustentado pela poupança e pelo FGTS, o setor agora vê o mercado de capitais emergir como uma alternativa viável. Nos últimos seis meses, esse mercado cresceu 8,1%, passando de R$ 15,3 trilhões para R$ 16,6 trilhões, enquanto os fundos imobiliários se destacam em projetos de médio e alto padrão.

A retração dos depósitos na poupança e a maior seletividade dos bancos têm levado incorporadoras a buscar novos meios de financiamento. Segundo Guilherme Coutinho, sócio da Kinea, a lacuna deixada pelos bancos está sendo preenchida pelo mercado de capitais, que já representa entre 40% a 45% do volume total de funding imobiliário. Ele ressalta que a demanda por financiamento se estende a todos os segmentos, com foco especial no alto padrão.

Além do financiamento, os fundos imobiliários estão se envolvendo mais na estruturação de projetos. Fernanda Rosalem, da Paladin, destaca que essa parceria traz maior previsibilidade e reduz riscos durante a execução das obras. A Paladin, em colaboração com a Hedge, está desenvolvendo quatro prédios boutique em áreas valorizadas de São Paulo.

A competição entre bancos e fundos de investimento se intensificou. Gustavo Rassi, da Cy Capital, afirma que, com a diminuição dos recursos da poupança, os fundos se tornaram mais competitivos. Ele observa que, atualmente, há um aumento na procura por parte das incorporadoras. A tendência é que os fundos de desenvolvimento e crédito ampliem sua participação no financiamento de obras, especialmente nas regiões mais valorizadas da capital paulista.

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