- Mary Cooney, mãe de seis filhos, afirma que prêmios e castigos funcionam apenas até certa idade; é preciso que as crianças entendam os motivos por trás das atitudes.
- O sistema externo pode levar ao egocentrismo e à manipulação, já que as crianças buscam apenas vantagens.
- A partir dos sete anos, é útil explicar por que se pede algo; se não entender, a obediência deve ocorrer.
- Por volta dos nove anos, falar sobre justiça é adequado, especialmente sobre tarefas domésticas e brigas entre irmãos, mantendo a posição sem negociar durante birras.
- Aos pré-adolescentes, aos 11 anos e na adolescência, enfatizar responsabilidade e usar quatro perguntas: é justo, é responsável, é prudente, é movido pela caridade; se possível, considerar também a vontade de Deus. As virtudes cardeais (justiça, temperança, prudência e fortaleza) ajudam a embasar as decisões.
Mary Cooney, mãe de seis filhos, defende que premiar e punir sozinho não basta para formar jovens maduros. Em post no blog, ela explica a necessidade de argumentos que incentivem a desejar o bem.
Segundo a autora, há dias em que adota o papel de castigadora, impondo consequências como evitar sobremesa ou permitir videogame. Mesmo cansada, admite que a estratégia funciona apenas até certo ponto. A mudança, ela acrescenta, precisa ser interiorizada.
Mary afirma que o sistema de recompensas estimula o egocentrismo e pode levar a comportamentos de manipulação. Crianças aprendem a contornar regras para obter o que desejam, em vez de internalizar valores.
Fases do desenvolvimento
Ela sugere diferentes critérios conforme a idade. Por volta dos 7 anos, as crianças devem entender por que uma solicitação existe; se não compreenderem, não há espaço para negociação, apenas obediência fundamentada.
Quando chegam aos 9 anos, o senso de justiça fica mais presente. Aconselha-se conversar sobre tarefas domésticas e disputas entre irmãos, sem negociar diante de birras, reforçando a explicação posterior à obediência.
Entre os 11 anos, o foco é a responsabilidade. Diálogos devem enfatizar honra, dever e necessidade da participação familiar, fortalecendo autoestima e sentido de obrigação além de recompensas.
Quatro virtudes cardeais
Para pré-adolescentes e jovens, as perguntas centrais abrangem justiça, responsabilidade, prudência e caridade. Se houver amadurecimento espiritual, pode entrar uma quinta pergunta sobre a vontade de Deus.
Com o tempo, esses critérios devem impregnar decisões, formações de senso de justiça e atitudes generosas. Segundo Mary, esse caminho reduz a necessidade de reforços externos.
A autora conclui que obedecer por meio de castigos e recompensas é parte da disciplina, mas o objetivo real é desenvolver as quatro virtudes, promovendo motivações interiores para agir de forma desinteressada.
© 2022 Aceprensa. Conteúdo originalmente em espanhol; republicado no Brasil com autorização. Publicado originalmente no Sempre Família em 24/6/2022.
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