- Miguel Falabella e Marisa Orth estreiam a peça Fica Comigo Esta Noite em São Paulo no dia 24.
- A obra, escrita por Flávio de Souza, explora a relação entre um morto e sua esposa durante um velório.
- Falabella, de 68 anos, destaca a nova dimensão da peça com a maturidade dos atores.
- Orth, de 61 anos, menciona sua experiência anterior com a peça e como sua visão sobre a morte mudou.
- Falabella também retorna à televisão na nova novela Três Graças, interpretando um homem gay dono de uma galeria de arte.
Miguel Falabella e Marisa Orth, ícones da televisão brasileira, estão de volta aos palcos com a peça Fica Comigo Esta Noite, que estreia em São Paulo nesta quinta-feira, 24. A obra, escrita por Flávio de Souza, aborda a relação entre um morto e sua esposa durante um velório, trazendo à tona reflexões sobre a vida e a morte.
Ambos os atores, que se tornaram conhecidos por seus papéis em Sai de Baixo, falam sobre a evolução de suas interpretações ao longo dos anos. Falabella, de 68 anos, expressa um tom nostálgico ao afirmar que a peça ganha uma nova dimensão com a maturidade dos dois. “Me emociono toda noite. É como se eu estivesse me despedindo dela”, diz o ator.
Marisa Orth, de 61 anos, também reflete sobre sua trajetória com a peça, que já interpretou em outras montagens. “Com 80 anos, eu faço o morto. Eu vou amar”, brinca a atriz, que destaca como sua visão sobre a obra mudou ao longo do tempo. “Agora penso mais na morte”, completa.
Retorno à TV
Além do teatro, Falabella retorna à televisão em uma nova novela da Globo, Três Graças, após um hiato desde 2020. Ele interpretará um homem gay, dono de uma galeria de arte, e vê a volta como uma oportunidade de se reconectar com o público que sente falta de suas performances. “É bom voltar a ver os poucos remanescentes que ainda têm lá no Projac”, afirma.
Os dois artistas também comentam sobre o estado atual do humor no Brasil. Orth e Falabella expressam preocupações sobre a censura e o impacto do medo de cancelamento na criatividade. “O ambiente digital abriu uma caixa de Pandora”, diz Falabella, que critica a falta de referências no humor contemporâneo.
Apesar das dificuldades, ambos continuam a se reinventar e a explorar novas formas de arte, mantendo-se relevantes no cenário cultural brasileiro.
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