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Austrália inclui YouTube em proibição de redes sociais para menores de 16 anos

Austrália proíbe acesso ao YouTube para menores de 16 anos e aplica multas de até A$50 milhões a empresas que descumprirem a regra.

Foto: Reprodução
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  • A Austrália ampliou restrições de acesso a redes sociais, incluindo o YouTube na proibição para menores de 16 anos.
  • A decisão foi anunciada pela ministra das Comunicações, Anika Wells, em 30 de julho.
  • A medida visa proteger crianças de “algoritmos predatórios”.
  • Multas de até A$50 milhões serão aplicadas a empresas que não cumprirem as novas regras, que entrarão em vigor em dezembro.
  • Exceções à proibição incluem jogos online, aplicativos de mensagens e plataformas de educação e saúde.

A Austrália ampliou suas restrições de acesso a redes sociais, incluindo agora o YouTube na proibição para menores de 16 anos. A decisão foi anunciada pela ministra das Comunicações, Anika Wells, nesta quarta-feira, 30 de julho, e visa proteger crianças de “algoritmos predatórios”.

O YouTube, que inicialmente estava isento devido ao seu uso educacional, agora faz parte da lista de plataformas restritas, que já incluía Facebook, TikTok, Instagram, X e Snapchat. A ministra destacou que “há lugar para as redes sociais, mas não para algoritmos que visam crianças”. A inclusão do YouTube reflete preocupações crescentes sobre o impacto das redes sociais na infância.

Dados recentes indicam que 37% das crianças entre 10 e 15 anos relataram ter visto conteúdo prejudicial na plataforma, o maior índice entre as redes sociais analisadas. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que as mídias sociais têm uma responsabilidade social e que o governo está comprometido em proteger os jovens australianos.

Multas e Exceções

As novas regras, que entrarão em vigor em dezembro, preveem multas de até A$50 milhões para empresas que não cumprirem as restrições. As plataformas deverão desativar contas existentes e proibir a criação de novas contas para menores de 16 anos. Exceções à proibição incluem jogos online, aplicativos de mensagens e plataformas de educação e saúde, que são considerados menos prejudiciais.

A ministra Wells comparou a proteção das crianças na internet a “ensinar a nadar em um oceano aberto”, enfatizando a necessidade de regular o ambiente digital. Um porta-voz do YouTube declarou que a empresa está em diálogo com o governo e reafirmou que a plataforma é um espaço de compartilhamento de vídeos, não uma rede social.

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