- Uma estudante foi agredida por quatro colegas na Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, após recusar um pedido do grupo, que agia como uma facção criminosa.
- O incidente ocorreu no dia 31 de outubro e foi registrado em vídeo, onde a vítima aparece ajoelhada e cercada pelas agressoras.
- A 1ª Vara de Alto Araguaia determinou a internação de três adolescentes, enquanto uma quarta, de 11 anos, não pode ser punida.
- As agressões foram motivadas pela negativa da vítima em fornecer um geladinho a uma colega. O grupo impunha regras severas, como a proibição de chorar.
- A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) está adotando medidas disciplinares e oferecendo apoio psicológico à vítima e seus familiares.
Uma estudante da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, foi agredida por quatro colegas após se recusar a atender a um pedido do grupo, que se comportava como uma “facção criminosa”. O incidente ocorreu no dia 31 de outubro e ganhou notoriedade após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, onde a vítima aparece ajoelhada e cercada pelas agressoras.
A 1ª Vara de Alto Araguaia determinou a internação de três adolescentes, com idades entre 12 e 14 anos, envolvidas na agressão. Uma quarta adolescente, de apenas 11 anos, não pode ser punida devido à legislação vigente. As agressões foram motivadas pela negativa da vítima em fornecer um “geladinho” a uma colega. O delegado Marcos Paulo Batista revelou que o grupo, composto por cerca de 20 alunos, impunha regras severas, como a proibição de chorar, sob pena de punições físicas.
As imagens da agressão mostram a vítima sendo espancada com socos, tapas e um pedaço de madeira, enquanto as agressoras riem e debocham. A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) confirmou o episódio e está adotando medidas disciplinares, além de oferecer apoio psicológico à vítima e seus familiares.
Medidas e Repercussão
A Seduc-MT destacou que está comprometida em garantir um ambiente escolar seguro e acolhedor. Uma equipe psicossocial foi mobilizada para acompanhar tanto a vítima quanto as agressoras. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que analisa os fatos sob a perspectiva criminal, considerando a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Cerca de dez pessoas, incluindo pais e representantes da escola, prestaram depoimento sobre o caso. A Promotoria de Justiça agendou uma audiência para discutir os desdobramentos da agressão. A prioridade, segundo a Seduc-MT, é garantir o suporte psicológico necessário e aplicar punições exemplares dentro dos limites legais.
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