- A partir de primeiro de janeiro de 2026, empresas em Ontário, Canadá, devem informar candidatos sobre o status de suas candidaturas em até 45 dias após entrevistas.
- A legislação se aplica a empresas com pelo menos 25 funcionários e proíbe a publicação de vagas que não estão sendo efetivamente preenchidas.
- As organizações devem esclarecer se uma vaga está sendo preenchida e se utilizam inteligência artificial na triagem de currículos.
- Dados indicam que cerca de 50% dos candidatos relatam ter sido ghosted durante o processo de contratação.
- Nos Estados Unidos, estados como Nova Jersey, Kentucky e Califórnia discutem iniciativas semelhantes para aumentar a transparência no recrutamento.
A partir de primeiro de janeiro de 2026, empresas em Ontário, Canadá, serão obrigadas a informar candidatos sobre o status de suas candidaturas em até 45 dias após entrevistas. Essa medida visa combater o ghosting, prática comum onde candidatos não recebem retorno após processos seletivos.
A nova legislação se aplica a empresas com pelo menos 25 funcionários e também proíbe a publicação de vagas que não estão sendo efetivamente preenchidas. As organizações deverão esclarecer se uma vaga está sendo preenchida e se utilizam inteligência artificial na triagem de currículos. Segundo Bonnie Dilber, líder de recrutamento da Zapier, essa mudança estabelece uma expectativa mínima de comunicação com os candidatos.
Dados recentes indicam que cerca de 50% dos candidatos relatam ter sido ghosted durante o processo de contratação. Além disso, aproximadamente 17% das vagas anunciadas em plataformas de recrutamento são para posições que as empresas não pretendem preencher.
Nos Estados Unidos, iniciativas semelhantes estão sendo discutidas em estados como Nova Jersey, Kentucky e Califórnia. A proposta de Nova Jersey exige que as empresas informem os candidatos sobre o cronograma de decisões e retirem anúncios de vagas em até duas semanas após o preenchimento. Em Kentucky, uma proposta para banir anúncios de vagas fantasmas não avançou, mas a Califórnia está avaliando uma legislação similar.
Com a crescente pressão por transparência no recrutamento, espera-se que mais estados adotem medidas para proteger os direitos dos candidatos, especialmente em relação ao uso de inteligência artificial na seleção.
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