- A peça “Veias abertas 60 30 15 seg” da Aquela Cia está em cartaz no Sesc Copacabana até 10 de setembro.
- A montagem, inspirada na obra de Eduardo Galeano, explora a memória e a resistência na América Latina.
- A narrativa é fragmentada em 80 quadros, com a duração das cenas diminuindo de 60 para 5 segundos.
- A trama entrelaça as histórias de um militar e um funcionário de uma fábrica de bananas, abordando o Massacre das Bananeiras de 1928.
- O elenco inclui Matheus Macena, Carolina Virgüez e Juracy de Oliveira, e a peça já teve sucesso em São Paulo, com ingressos esgotados.
A nova peça da Aquela Cia, “Veias abertas 60 30 15 seg”, está em cartaz no Sesc Copacabana até o dia 10 de setembro. Comemorando duas décadas de trajetória, a montagem é inspirada na obra de Eduardo Galeano e explora a memória e a resistência na América Latina.
A peça apresenta uma narrativa fragmentada em 80 quadros, que diminuem em duração, de 60 para 5 segundos. O diretor Marco André Nunes destaca que a fragmentação é uma resposta à dificuldade de apreensão da memória na era das redes sociais. A trama segue a jornada de um militar e um funcionário de uma fábrica de bananas, entrelaçando suas histórias com o Massacre das Bananeiras, ocorrido em 1928, quando o exército colombiano reprimiu uma greve, resultando na morte de mais de dois mil trabalhadores.
A montagem combina cenas dramáticas e violentas com números musicais e performances de dança, criando um retrato vívido de um continente em crise. “A vida é assim. A gente está no mundo dessa forma”, afirma Nunes, referindo-se à intercalacão de momentos de dor e celebração.
A peça já teve uma temporada bem-sucedida no Sesc Pompeia, em São Paulo, onde os ingressos se esgotaram rapidamente. O elenco, que inclui Matheus Macena, Carolina Virgüez e Juracy de Oliveira, foi elogiado pela sua performance, que realça a dramaturgia assinada por Pedro Kosovski e Carolina Lavigne.
A Aquela Cia, que não conta com patrocínios, continua a explorar temas pouco conhecidos da história do Brasil e do Rio de Janeiro, buscando sempre dar voz ao que não foi contado. “Cada nova peça representa uma luta”, conclui Nunes, ressaltando a importância do apoio a companhias teatrais.
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