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Lojas de prédios de alto padrão em SP fecham ou se transformam em Oxxo

Fachadas ativas em São Paulo apresentam altos índices de desocupação, evidenciando falhas na implementação do Plano Diretor e necessidade de melhorias

Loja da rede Oxxo na cidade de São Paulo; redes de varejo estão entre as principais locatárias de fachadas ativas na capital paulista (Foto: Danilo Verpa - 14.nov.2022/Folhapress)
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  • Uma pesquisa revelou que entre 63% e 80% das fachadas ativas em áreas de alta renda de São Paulo estão desocupadas.
  • O levantamento analisou 391 empreendimentos nas avenidas Rebouças e Ibirapuera, além da Vila Mariana.
  • Os principais locatários são redes de varejo como Oxxo e Minuto Pão de Açúcar.
  • Apesar de um aumento na construção de fachadas ativas, apenas 20% dos 1.109 prédios residenciais construídos até 2023 possuem esse tipo de fachada.
  • A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento destacou que a revisão do Plano Diretor em 2023 trouxe novas restrições e incentivos para melhorar a relação dos edifícios com a cidade.

Lojas em fachadas de prédios construídos na última década em São Paulo, especialmente nas zonas oeste e sul, enfrentam altos índices de desocupação. Uma pesquisa recente revelou que 63% a 80% das fachadas ativas nessas áreas estão vazias, com locatários predominantes como Oxxo e Minuto Pão de Açúcar.

O levantamento, realizado pelo escritório de arquitetura Campagner a pedido da Associação Comercial de São Paulo, analisou 391 empreendimentos em três eixos comerciais: avenidas Rebouças e Ibirapuera, além da Vila Mariana. A pesquisa constatou que, nos casos em que os espaços estão alugados, as redes de varejo e um banco são os principais interessados.

Desafios do Plano Diretor

O conceito de fachadas ativas foi introduzido pelo Plano Diretor de São Paulo, aprovado em 2014, com o objetivo de melhorar a interação entre os edifícios e os espaços públicos. A legislação visa evitar a construção de condomínios que isolam as ruas, tornando-as menos convidativas e aumentando a sensação de insegurança. No entanto, a pesquisa aponta que a aplicação desse conceito ainda enfrenta desafios significativos.

Os índices de vacância variam conforme a localização: 63% na Rebouças, 70% na Ibirapuera e 80% na Vila Mariana. Apesar de um total de 1.109 prédios residenciais construídos até 2023, apenas 20% possuem fachadas ativas. A comparação com dados anteriores mostra um aumento significativo na construção desse tipo de espaço, passando de 5,6% entre 2006 e 2015 para 94,3% entre 2016 e 2023.

Possíveis Soluções

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, sob a gestão de Ricardo Nunes, afirmou não ter acesso à pesquisa, mas destacou que a revisão do Plano Diretor em 2023 trouxe novas restrições e incentivos para melhorar a relação dos edifícios com a cidade. Além disso, um decreto publicado no ano passado detalhou a aplicação das fachadas ativas, enfatizando seu uso como galeria comercial e a integração com o paisagismo.

A pesquisa sugere que a colaboração com consultorias especializadas pode ser uma solução para otimizar o uso desses espaços comerciais, promovendo um melhor aproveitamento das fachadas ativas na capital paulista.

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