- Uma pesquisa revelou que entre 63% e 80% das fachadas ativas em áreas de alta renda de São Paulo estão desocupadas.
- O levantamento analisou 391 empreendimentos nas avenidas Rebouças e Ibirapuera, além da Vila Mariana.
- Os principais locatários são redes de varejo como Oxxo e Minuto Pão de Açúcar.
- Apesar de um aumento na construção de fachadas ativas, apenas 20% dos 1.109 prédios residenciais construídos até 2023 possuem esse tipo de fachada.
- A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento destacou que a revisão do Plano Diretor em 2023 trouxe novas restrições e incentivos para melhorar a relação dos edifícios com a cidade.
Lojas em fachadas de prédios construídos na última década em São Paulo, especialmente nas zonas oeste e sul, enfrentam altos índices de desocupação. Uma pesquisa recente revelou que 63% a 80% das fachadas ativas nessas áreas estão vazias, com locatários predominantes como Oxxo e Minuto Pão de Açúcar.
O levantamento, realizado pelo escritório de arquitetura Campagner a pedido da Associação Comercial de São Paulo, analisou 391 empreendimentos em três eixos comerciais: avenidas Rebouças e Ibirapuera, além da Vila Mariana. A pesquisa constatou que, nos casos em que os espaços estão alugados, as redes de varejo e um banco são os principais interessados.
Desafios do Plano Diretor
O conceito de fachadas ativas foi introduzido pelo Plano Diretor de São Paulo, aprovado em 2014, com o objetivo de melhorar a interação entre os edifícios e os espaços públicos. A legislação visa evitar a construção de condomínios que isolam as ruas, tornando-as menos convidativas e aumentando a sensação de insegurança. No entanto, a pesquisa aponta que a aplicação desse conceito ainda enfrenta desafios significativos.
Os índices de vacância variam conforme a localização: 63% na Rebouças, 70% na Ibirapuera e 80% na Vila Mariana. Apesar de um total de 1.109 prédios residenciais construídos até 2023, apenas 20% possuem fachadas ativas. A comparação com dados anteriores mostra um aumento significativo na construção desse tipo de espaço, passando de 5,6% entre 2006 e 2015 para 94,3% entre 2016 e 2023.
Possíveis Soluções
A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, sob a gestão de Ricardo Nunes, afirmou não ter acesso à pesquisa, mas destacou que a revisão do Plano Diretor em 2023 trouxe novas restrições e incentivos para melhorar a relação dos edifícios com a cidade. Além disso, um decreto publicado no ano passado detalhou a aplicação das fachadas ativas, enfatizando seu uso como galeria comercial e a integração com o paisagismo.
A pesquisa sugere que a colaboração com consultorias especializadas pode ser uma solução para otimizar o uso desses espaços comerciais, promovendo um melhor aproveitamento das fachadas ativas na capital paulista.
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