- Naomi Beckwith anunciou uma equipe criativa totalmente feminina para a Documenta 2027, que ocorrerá de 12 de junho a 19 de setembro de 2027 em Kassel, Alemanha.
- Esta será a primeira vez que a exposição será liderada exclusivamente por mulheres.
- A equipe é composta por quatro curadoras: Carla Acevedo-Yates, Romi Crawford, Mayra A. Rodríguez Castro e Xiaoyu Weng.
- Cada curadora traz experiências distintas, com foco em temas como diáspora, raça, cultura visual, direitos civis e globalização.
- A edição anterior, em 2022, enfrentou controvérsias devido a imagens antissemitas, levando a curadoria a buscar uma abordagem mais inclusiva para a próxima edição.
Naomi Beckwith, diretora artística da Documenta 16, anunciou uma equipe criativa totalmente feminina para a próxima edição da renomada exposição de arte contemporânea, marcada para ocorrer de 12 de junho a 19 de setembro de 2027 em Kassel, Alemanha. Esta será a primeira vez que o evento, realizado a cada cinco anos, será liderado por um time exclusivamente composto por mulheres.
A equipe é formada por quatro curadoras: Carla Acevedo-Yates, Romi Crawford, Mayra A. Rodríguez Castro e Xiaoyu Weng. Beckwith, que também é vice-diretora e curadora-chefe do Museu Solomon R. Guggenheim, destacou as experiências e focos de pesquisa de cada membro. Acevedo-Yates, atualmente curadora no MCA Chicago, tem se concentrado em temas de diáspora e produção cultural.
Crawford, professora na School of the Art Institute of Chicago, investiga a interseção entre raça e cultura visual americana. Ela fundou recentemente a New Art School Modality, uma iniciativa para democratizar a educação artística. Já Rodríguez Castro, escritora e editora colombiana, tem contribuído para publicações como Artforum e The Brooklyn Rail, abordando temas de direitos civis e amor revolucionário.
Weng, curadora nascida em Xangai, foca em globalização, arte e tecnologia sob uma perspectiva feminista e decolonial. Seu trabalho inclui passagens pelo Guggenheim e pela Art Gallery of Ontario.
A edição anterior da Documenta, em 2022, foi marcada por controvérsias após a exibição de imagens antissemitas em uma obra do coletivo indonésio Taring Padi, levando à retirada da peça e a um pedido de desculpas da curadoria. A nova equipe busca trazer uma abordagem inovadora e inclusiva para a próxima edição, refletindo sobre as lições aprendidas e as críticas recebidas.
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