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‘Cracking silencioso’ no trabalho é tão perigoso quanto ‘quitting silencioso’, aponta estudo

Cinquenta e quatro por cento dos trabalhadores enfrentam "quiet cracking", aumentando o risco de desengajamento e queda de produtividade no trabalho

Foto: Reprodução
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  • O fenômeno “quiet cracking” surge como uma resposta à insatisfação no trabalho, com 54% dos funcionários relatando desengajamento.
  • Essa condição pode levar ao “quiet quitting”, onde o trabalhador faz apenas o mínimo necessário.
  • Fatores como falta de objetivos claros e sobrecarga de trabalho contribuem para o desengajamento, resultando em um custo de US$ 2 trilhões em produtividade perdida nos Estados Unidos.
  • A pesquisa da TalentLMS, com 1.000 funcionários, mostra que 47% raramente ou nunca sentem insatisfação.
  • Especialistas recomendam que os trabalhadores se comuniquem com seus gerentes para melhorar o ambiente de trabalho e mitigar esses problemas.

Funcionários enfrentam “quiet cracking” antes do “quiet quitting”

Um novo fenômeno no ambiente de trabalho, denominado “quiet cracking”, está emergindo como uma resposta à insatisfação persistente entre os funcionários. De acordo com um relatório da TalentLMS, 54% dos trabalhadores afirmam sentir esse desengajamento, que pode levar ao “quiet quitting”, onde o empregado realiza apenas o mínimo necessário.

O conceito de “quiet cracking” refere-se a uma sensação contínua de infelicidade no trabalho, resultando em baixa performance e um desejo crescente de deixar o emprego. Especialistas alertam que essa condição é tão preocupante quanto o burnout, pois não se manifesta imediatamente em métricas de desempenho, mas pode ser igualmente prejudicial.

Causas e consequências do desengajamento

Fatores como falta de objetivos claros, carga excessiva de trabalho e relacionamentos ruins no ambiente profissional contribuem para o desengajamento. Jim Harter, especialista em ambientes de trabalho da Gallup, destaca que os funcionários se sentem desconectados e insatisfeitos, o que pode resultar em um custo de US$ 2 trilhões em produtividade perdida nos Estados Unidos.

A pesquisa da TalentLMS, realizada com 1.000 funcionários nos Estados Unidos, revela que 47% dos entrevistados raramente ou nunca sentem essa insatisfação. Frank Giampietro, diretor de bem-estar da EY, observa que “quiet cracking” e “quiet quitting” são duas faces da mesma moeda, ambas respostas ao burnout.

Mudanças no mercado de trabalho

O cenário atual do mercado de trabalho é diferente do observado durante a “grande demissão”, quando muitos trabalhadores mudaram de emprego em busca de melhores oportunidades. Com a desaceleração econômica, menos pessoas estão deixando seus postos, e as empresas estão reduzindo contratações. Isso resulta em um ambiente onde os funcionários se sentem estagnados, aumentando a prevalência do “quiet cracking”.

Para lidar com essa situação, Harter sugere que os trabalhadores se comuniquem com seus gerentes sobre suas experiências. A liderança eficaz pode ajudar a mitigar esses problemas, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

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