- Suspensão de alunos ficará reservada para os casos mais graves de mau comportamento, incluindo violência, com uso de unidades de “internal exclusion” para que o aprendizado continue em ambiente supervisionado.
- O governo anunciará uma consulta sobre a política de comportamento, a ser incluída no próximo white paper das escolas, visando manter mais crianças sancionadas por más condutas não violentas.
- Diretores e professores receberam a clareza, mas há preocupação de que o efeito dissuasor das suspensões possa diminuir.
- As diretrizes alinham suspensões à proibição de celulares na escola, retirando a contradição de liberar telefones para uso em casa durante suspensões.
- Ao todo, quase 1 milhão de suspensões foram registradas no ano letivo de 2023-24; o white paper também trata de ampliar a inclusão de alunos com necessidades educacionais em escolas públicas.
A Inglaterra prepara mudanças na suspensão de alunos, reservando-a para os casos mais graves de comportamento inadequado, incluindo violência. O governo divulgou diretrizes para escolas e pretende incluir a reforma no próximo documento branco sobre escolas.
O Departamento de Educação (DfE) anunciou uma consulta sobre a política de comportamento, ainda sem data, que fará parte do white paper. A ideia é ampliar o uso de sanções internas, como unidades de “internal exclusion”, em vez de enviar alunos para casa.
Segundo o DfE, as suspensões foram introduzidas há cerca de 40 anos, antes de smartphones e redes sociais. Hoje, manter alunos suspensos em casa pode implicar acesso irrestrito a amigos e a jogos online, dificultando a recuperação do aprendizado.
A proposta mantém a possibilidade de os diretores aplicarem suspensões, mas formaliza o uso de exclusões internas para que os alunos continuem aprendendo em um ambiente separado e supervisionado, com metas claras de comportamento.
Diversas escolas, principalmente de ensino médio, já adotam unidades de exclusão interna para gerenciar a desorganização durante o período de aula, sem suspender os estudantes. A nova orientação busca padronizar esse formato.
Críticos apontam que salas ou unidades de isolamento podem ser usadas de forma inconsistente, sem atividades adequadas ou supervisão constante. O guia do DfE promete estabelecer expectativas mais claras.
As suspensões, anteriormente chamadas de exclusões de curto prazo, atingiram níveis recordes após a pandemia de Covid-19. Na temporada letiva 2023-24, quase um milhão de suspensões foram registradas.
O white paper, previsto para publicação no mês seguinte, também detalhará planos para ampliar o ensino de um número maior de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas públicas regulares, exigindo flexibilidade maior nas políticas de comportamento.
O governo afirma que as escolas inclusivas receberão apoio para manter padrões elevados e tratar as causas subjacentes do comportamento disruptivo. A medida visa reduzir a necessidade de afastamento prolongado.
A executiva da The Difference, Kiran Gill, enfatiza que sancões são importantes, mas que a ausência de alunos pode agravar riscos de proteção e resultados a longo prazo. A entidade trabalha em programa de apoio a 10 escolas para reduzir suspensões repetidas e elevar a qualidade de provisionamento interno em três anos.
A direção das escolas é responsável por aplicar as mudanças, enquanto o governo busca equilibrar disciplina com manutenção da aprendizagem e inclusão escolar.
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