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Manaus adapta calendário escolar ao ciclo dos rios

Manaus adapta calendário escolar aos ciclos de cheia, atendendo 48 escolas e 2.519 alunos ribeirinhos com logística fluvial e merenda para 30 dias

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  • Manaus adaptou o calendário escolar ao ciclo dos rios, conectando 48 escolas e 2.519 alunos ribeirinhos por meio de hidrovia.
  • O ano letivo de 2026 para as áreas ribeirinhas vai de sete de janeiro a quatorze de outubro, evitando interrupções por cheias.
  • A logística é organizada pela Prefeitura, via Secretaria Municipal de Educação, para atender crianças desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos.
  • Antes do início das aulas, duas balsas levam a merenda para 30 dias, com 19 toneladas de alimentos no Rio Negro e 10 toneladas no Rio Amazonas.
  • O prefeito David Almeida afirma que o principal desafio é logístico e que, com o transporte fluvial antecipado, há garantia de transporte, carga horária cumprida e permanência dos alunos na escola.

Em Manaus, a educação depende do rio. A prefeitura adaptou o calendário escolar ao ciclo das águas, usando hidrovias como caminho até as escolas. A medida busca manter ensino regular mesmo diante das cheias.

A operação envolve 48 escolas e 2.519 alunos atendidos pelos rios, conectando comunidades isoladas ao sistema de ensino. O modelo atende desde educação infantil até a EJA, em áreas ribeirinhas.

A gestão fica a cargo da Prefeitura, via Secretaria Municipal de Educação (Semed). A ideia é alinhar política pública ao território, em vez de exigir que o território se adapte ao formato tradicional.

Calendário adaptado ao território

Entre 7 de janeiro e 14 de outubro, o calendário ribeirinho antecipa períodos críticos das águas. O transporte fluvial é mantido, a carga horária cumprida e as aulas continuam sem interrupção.

Ao todo, 29 escolas ficam ao longo do Rio Negro e 19 no Rio Amazonas. O atendimento alcança desde a educação infantil até a EJA, com planejamento logístico diário para enfrentar a mobilidade marcada pelo clima.

Antes do início das aulas, duas balsas levam a merenda para as comunidades ribeirinhas. O carregamento soma 19 toneladas para o Rio Negro e 10 toneladas para o Rio Amazonas, incluindo itens básicos, proteínas e polpas de fruta.

Para alguns trechos, a entrega pode levar até cinco dias, mas o fluxo não para. A logística é apontada como o principal desafio da educação ribeirinha.

Segundo o prefeito David Almeida, o transporte fluvial e o calendário antecipado criam um sistema que sustenta a permanência de estudantes na escola, independentemente da cheia ou da distância.

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