- Marcelo Zhang, 19 anos, foi aprovado em Medicina pela Universidade Federal do Mato Grosso e em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Paraná, além de constar aprovações em UFSCar e USP.
- No Enem, atingiu 967,7 pontos em matemática, aproximando-se do gabarito, mantendo a média alta.
- O método diário dele envolve cerca de quatro horas de estudo durante a semana, seis horas nos fins de semana e sono de aproximadamente sete horas por noite.
- A rotina inclui revisar o conteúdo do dia, fazer resumos sem consulta ao material, resolver muitos exercícios e realizar simulados pelo menos duas vezes por semana.
- Além dos estudos, participou de projetos de robótica premiados e representou o Colégio Marista Glória em competições nacionais, mantendo foco e disciplina como pilares do sucesso.
Marcelo Zhang, 19 anos, estudante do Colégio Marista Glória, em São Paulo, reuniu aprovações em vestibulares relevantes em 2023 e 2024, com método centrado em disciplina diária e equilíbrio.
Ele ficou em primeiro lugar em Medicina na UFMT e em Ciência da Computação na UFPR. Também foi aprovado em Ciência da Computação na UFSCar e na USP, que escolheu como faculdade. No Enem, marcou 967,7 pontos em matemática.
O método de Zhang inclui estudo diário, sem faltar, com horários de lazer e sono garantidos. O jovem destinava parte da rotina para mangá, anime e jogos, mantendo equilíbrio entre treinamento acadêmico e saúde mental.
Durante a semana, o estudante dedicava cerca de quatro horas diárias aos estudos fora do período escolar; aos fins de semana, elevava para aproximadamente seis horas. Dormir sete horas por noite fazia parte da rotina, mantendo o repouso dentro de parâmetros saudáveis.
A prática teve início no ensino médio, quando Zhang percebeu eficiência ao adaptar a rotina de um amigo que estudava à tarde e descansava nos fins de semana. Ele acrescentou pausas durante a semana e manteve o estudo aos sábados e domingos.
Técnicas de aprendizagem passaram por revisão do conteúdo diário, resumo por memória e checagem com o material original. A etapa mais intensiva envolveu a resolução de exercícios para fixação do conteúdo.
Segundo ele, a maior parte do tempo era dedicada a exercícios, com uso frequente de atividades disponíveis na internet. Erros eram revisados, o tema era estudado novamente e novas questões eram feitas para consolidação.
Simulados ocorreram ao menos duas vezes por semana, com revisão de todas as provas da Fuvest dos últimos 15 anos. O vestibular, para ele, exigiu treino constante, como esporte de alto rendimento, mais do que talento.
Para manter o foco durante os estudos, o celular era deixado de lado e ele ouvia música chinesa para concentração. Marcelo é filho de família chinesa, nasceu no Brasil e morou em Zhejiang, China, até os nove anos, quando voltou ao Brasil sem falar português.
Ele frequentou escola bilíngue na infância e passou a enfatizar o aprendizado do português apenas no Marista, dedicando-se ao idioma até o nono ano. A adaptação resultou em conclusão do ensino médio aos 19 anos, acima da média.
Desempenho em provas e impactos
Durante o vestibular, Zhang adotou uma estratégia de leitura prévia do tema da redação, resolução de questões fáceis e, em seguida, revisão de todo o conteúdo. A técnica permitiu finalizar redação e perguntas em tempo próximo ao limite.
A prática não é apresentada como fórmula universal, mas como método que funcionou para ele. Professores ressaltam que o estudo depende do contexto e do perfil de cada aluno, com foco em objetivos pessoais e disciplina.
Além do desempenho acadêmico, Marcelo destacou-se em atividades extracurriculares. Participou de um grupo premiado na Engenharia Avançada no Festival Marista de Robótica, com uma esteira sensitiva que classifica resíduos. Também integrou a seleção brasileira da Olimpíada de Astronomia e Astronáutica (OBA) em treinamento internacional.
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