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Camilo Santana afirma que debate sobre gênero nas escolas não deve ser tabu

Governo lança política nacional contra discriminação e violência na escola, com formação de docentes e materiais para enfrentar bullying, racismo e desigualdade de gênero

O ministro da educação, Camilo Santana. Foto: José Cruz/Agência Brasil
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  • O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o debate sobre gênero nas escolas não deve ser tabu, mas priorizado pela sociedade.
  • O governo federal deve lançar, nas próximas semanas, uma política nacional para combater discriminação e violência no ambiente escolar, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.
  • Entre as ações previstas estão formação continuada de professores, materiais pedagógicos, orientações técnicas e cursos, inclusive a distância, para enfrentar bullying, racismo, violência e desigualdade de gênero.
  • A iniciativa segue a linha do governo de transformar a escola em instrumento de prevenção à violência de gênero, alinhada ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
  • Em 2025, o Brasil registrou 6.904 vítimas de feminicídio consumado e tentado, aumento de 34% em relação a 2024, com maior parte ocorrendo no âmbito íntimo e na residência da vítima.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o debate sobre gênero nas escolas não deve ser visto como tabu, mas como tema que merece prioridade. Ele ressaltou que é preciso avançar na implementação de iniciativas já aprovadas.

Santana destacou a necessidade de ampliar a formação de professores e materiais pedagógicos para enfrentar bullying, racismo, violência e desigualdade de gênero. A declaração ocorreu em meio a cobrança por ações mais robustas do MEC.

Política nacional e parceria com estados e municípios

O governo federal deve lançar, nas próximas semanas, uma política nacional voltada ao combate à discriminação e à violência no ambiente escolar. A iniciativa está sendo coordenada com o Conselho Nacional de Secretários de Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

Entre as ações previstas estão capacitação contínua de docentes, orientações técnicas e cursos, inclusive a distância, para enfrentar violência contra mulheres e desigualdade de gênero. A meta é transformar a escola em espaço preventivo e formador de valores de respeito.

Contexto de violência contra a mulher no país

O governo aponta como referência o aumento de casos de feminicídio. Em 2025, foram registradas 6.904 vítimas, com 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, conforme relatório da Universidade Estadual de Londrina. Dados apontam predominância de violência no ambiente íntimo e maior incidência entre mulheres de 25 a 34 anos.

A maioria dos crimes ocorreu em casa ou na residência do casal, com o agressor agindo sozinha na maioria dos casos. A pesquisa indica ainda uso significativo de armas brancas em muitos episódios.

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