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MEC debate cooperação educacional com países lusófonos

MEC recebe Rede Lusófona para ampliar cooperação educacional entre países lusófonos, com foco em financiamento da educação básica e formação de professores

MEC debate cooperação em educação com países lusófonos
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  • O Ministério da Educação recebeu, em 11 de junho, representantes da Rede Lusófona de Direito à Educação para abordar cooperação internacional e políticas públicas entre países lusófonos.
  • Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com foco no financiamento da educação básica, educação especial e Educação de jovens e adultos.
  • Destaques incluíram um seminário internacional em novembro, acesso à plataforma Mais Professores para docentes dos Palop e a edição de 2026 das Olimpíadas Brasileiras de Língua Portuguesa, com imersão cultural em 2027.
  • O Brasil foi citado como referência de financiamento da educação básica para Moçambique, reforçando a cooperação entre os países lusófonos.
  • Foi apresentada a Rede Bralac (Rede África-Brasil-América Latina e Caribe sobre Políticas de Educação para a Sustentabilidade e a Resiliência Climática), com convite para engajamento dos governos participantes e fortalecimento da atuação nos países lusófonos.

O Ministério da Educação (MEC) recebeu nesta quarta-feira, 11 de junho, representantes da Rede Lusófona de Direito à Educação (Relus) para discutir cooperação internacional em políticas públicas educacionais entre países de língua portuguesa. O encontro ocorreu na sede do MEC.

A Relus reúne organizações da sociedade civil de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O objetivo é apoiar estratégias para garantir o direito à educação nesses países e ampliar o diálogo regional.

Durante a reunião, o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Dutra Heimburger, destacou a importância da cooperação para enfrentar desafios comuns. Os participantes discutiram avanços e dificuldades da atuação conjunta.

Fortalecimento de financiamento e ações internacionais

O MEC indicou abertura para ampliar a colaboração com os países lusófonos, com foco no financiamento da educação básica. Também foram apresentadas ações internacionais em educação especial e em jovens e adultos (EJA), incluindo um seminário previsto para novembro.

Andressa Pellanda, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Brasil, citou o modelo brasileiro de financiamento como referência para Moçambique, evidenciando o impacto positivo da cooperação.

Alimentação escolar e desenvolvimento sustentável

A pauta também enfatizou a alimentação escolar como fator de sucesso estudantil. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é ressaltado como referência global, com integração de agricultura familiar para fortalecer economias locais.

Segundo Juliana Leiming, do FNDE, os avanços resultam de colaboração entre governo e sociedade civil organizada, contribuindo para a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.

Formação de docentes e olimpíadas de língua

Foi discutido o acesso à plataforma Mais Professores para docentes dos PALOP, fortalecendo a formação continuada, competências digitais e uso de tecnologias, incluindo inteligência artificial.

Outro tema foi a Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa. Em 2026, os vencedores devem viajar para uma imersão cultural em 2027, fortalecendo laços entre países lusófonos e o ensino do idioma.

Rede Bralac e próximos passos

Ao final, os representantes apresentaram a Rede Bralac, voltada a Educação para a Sustentabilidade e Resiliência Climática, criada sob o mandato da COP30. Delegações foram convidadas a articular com seus governos o engajamento na proposta.

A iniciativa visa ampliar alcance e consolidar a cooperação em educação entre as nações de língua portuguesa, com ações conjuntas sob o guarda-chuva do MEC e parceiros.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais.

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