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Ataques à educação em todo o mundo aumentam 40%, aponta estudo

Ataques à educação sobem quarenta por cento em oitenta e três países, com oito mil quinhentos cinquenta e seis incidentes e mais de dez mil seiscentos alunos e funcionários feridos, sequestrados ou presos

Pupils’ bags piled up in front of a school damaged in an attack that killed 22 people, including 20 children, by Myanmar's military in Sagaing region in May 2025.
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  • Ataques à educação aumentaram quarenta por cento entre 2024 e 2025, com mais de oito mil quinhentos cinquenta e seis incidentes em oitenta e três países.
  • Ao todo, dez mil e seiscentos estudantes e funcionários foram mortos, feridos, sequestrados ou de outra forma prejudicados.
  • Palestina e Ucrânia aparecem entre os países com maior incidência; na Ucrânia, ocorreram cerca de novecentos ataques a escolas.
  • A ocupação de escolas por forças armadas ou grupos armados quase dobrou, registrando 1.912 casos.
  • Em pelo menos onze países, mulheres e meninas foram alvo de ataques; o relatório aponta uso frequente de explosivos e drones, e ressalta a necessidade de proteção legal e monitoramento.

O estudo do GCPEA aponta aumento de 40% nos ataques à educação globalmente, com 8.556 incidentes registrados em 2024 e 2025. Ao todo, mais de 10.600 estudantes e profissionais de educação foram mortos, feridos, sequestrados ou presos. O fenômeno ocorreu em 83 países.

Os relatos indicam que Colômbia, República Democrática do Congo, Etiópia, Haiti, Palestina e Ucrânia concentram o maior número de ocorrências. Na Ucrânia, quase 900 ataques a escolas foram computados no período analisado, enquanto na Palestina ocorreram pelo menos 2.400 ataques a estudantes e docentes.

A ocupação militar de escolas por forças armadas ou grupos armados quase dobrou, registrando 1.912 casos, um aumento de 91% em relação aos dois anos anteriores. A constatação acompanha preocupações de especialistas sobre a proteção de estudantes em zonas de conflito.

Os números mais altos de vítimas ocorreram em Mianmar, Nigéria, Iêmen e Camarões, com mais de 1.700 casos combinados de mortes e ferimentos. Na Nigéria, mais de 700 estudantes e profissionais foram sequestrados; em Mianmar, ao menos 80 pessoas faleceram e cerca de 240 ficaram feridas.

Protestos em Oyo, na Nigéria, exigem a libertação de 39 estudantes e sete docentes sequestrados em maio, de três escolas do estado, prática associada à violência contra meninas. Estudos citam ataques específicos a meninas visando seu gênero.

Contexto e impactos

Professores, pesquisadores e organizações alertam que as escolas não são mais locais seguros em várias regiões. A diretora do GCPEA, Lisa Chung Bender, descreve o cenário como uma erosão de normas internacionais que protegem crianças.

Especialistas destacam que a violência impede o acesso à educação, prejudica futuros de milhares de alunos e mina a confiança em instituições educacionais. O uso frequente de explosivos e drones agrava danos e deslocamentos.

O estudo também registra ataques contra estudantes com deficiência e afirma que, em Lebanon, uma escola de crianças com necessidades especiais foi destruída em uma operação militar. O quadro internacional aponta necessidade de proteção, responsabilização e monitoramento aprimorados.

Observa-se ainda que, desde 2010, houve incremento de 60% no número de crianças em zonas de conflito, com violações graves incluindo ataques a educação em alta de cerca de 373%. Ações políticas e humanitárias com cortes de ajuda aparecem entre os fatores de agravamento.

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