- O governo britânico impôs pela primeira vez um freio de emergência aos vistos de estudo de nacionais de Afeganistão, Camarões, Mianmar e Sudão, além de vistos de trabalho para afegãos.
- A medida foi anunciada pela secretária de Interior, Shabana Mahmood, que alegou uso indevido de vias legais de migração para solicitar asilo.
- Segundo o Home Office, 39% dos 100 mil pedidos de asilo em 2025 chegaram ao país por meio de vias legais, como vistos de estudo.
- A suspensão de vistos será implementada por meio de uma mudança nas regras de imigração nesta quinta-feira.
- Mahmood já sinalizou que pretende endurecer o sistema de asilo e que, a partir desta semana, o status de refugiado passará a ser temporário, com duração de 30 meses.
O governo do Reino Unido instaurou, pela primeira vez, um freio emergencial aos vistos de estudo para nacionais de Afeganistão, Camarões, Mianmar e Sudão, além de restringir vistos de trabalho para afegãos. A medida visa impedir que vias legais de migração sirvam como rota de asilo, segundo o governo.
A decisão foi anunciada pela ministra do Interior, citando um crescimento no uso de vias legais para pedir refúgio no país. Dados do Home Office indicam que 39% dos 100 mil pedidos de asilo em 2025 chegaram ao Reino Unido por meio de vias legais, como vistos de estudo.
A ministra afirmou que o país continuará a oferecer refúgio a quem foge de guerras e perseguições, mas que o sistema de vistos não pode ser explorado. Ela ressaltou que a medida visa restaurar ordem e controle nas fronteiras britânicas.
A mudança nas regras de imigração será oficialmente publicada na quinta-feira, entrando em vigor de forma imediata para os grupos mencionados. A ação marca uma escalada de políticas de migração adotadas pelo governo.
Anteriormente, Mahmood já havia ameaçado suspender vistos de Angola, Namíbia e Congo, caso seus governos não aceitassem o retorno de pessoas ao Reino Unido. Em acordo com esses países, foram realizados retornos via voos de deportação.
Paralelamente, o governo sinalizou medidas para endurecer o sistema de asilo, incluindo a limitação do tempo de permanência a 30 meses para refugiados, com foco em casos considerados temporários. O anúncio ocorre em meio a pressões de partidos de oposição e sindicatos.
A decisão chega em um momento de tensão política local, com disputas internas do Partido Trabalhista após resultados desfavoráveis em recentes pleitos distritais. O impacto da medida, sobretudo na segurança das fronteiras e no acesso a educação, será tema de análise nos próximos dias.
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