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Motta defende Toffoli e critica CPI por convocações no caso Master

Motta defende Toffoli e critica CPI por tentar palanque com o caso Master; diz que decisões foram equilibradas e dentro do esperado

O presidente da Câmara, Hugo Motta — Foto: Sergio Lima/AFP
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master, afirmando que ele cumpriu todos os pedidos com equilíbrio.
  • Motta disse haver exageros da mídia e do público sobre o papel de Toffoli e criticou a CPI do Senado por tentar “fazer palanque” com o tema.
  • Segundo ele, a CPI do Crime Organizado e a CPI mista sobre desvios no INSS acompanham o assunto, mas o objetivo é manter escopo e fatos determinados.
  • O ministro Dias Toffoli deixou o caso em 12 de fevereiro; a relatoria passou a ser de André Mendonça, após redistribuição solicitada pelo STF.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu a atuação do ministro Dias Toffoli durante o relator do caso Master no STF, afirmando que Toffoli atendeu a todos os pedidos com equilíbrio. Motta disse que houve exageros na leitura pública das decisões tomadas pelo ex-relator.

Em entrevista ao Metrópoles, o deputado ressaltou que o Ministério Público, a Polícia Federal e o STF acompanharam o desfecho do caso e que as decisões do então relator teriam atendido as solicitações. Motta criticou a atuação da CPI do Senado, apontando que a investigação pode ter tomado rumos eleitoreiros.

Segundo Motta, a CPI do Crime Organizado já funciona no Senado e há também uma CPI mista no Congresso que investiga desvios no INSS, com participação de deputados e senadores. Ele ressaltou que o foco das comissões deve permanecer nos fatos determinados.

Contexto e desdobramentos

O senador Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado, defendeu que as decisões da comissão guardam relação com o tema, incluindo itens sobre instituições financeiras no plano de trabalho. As informações surgem após a saída de Toffoli do caso Master em 12 de fevereiro.

Toffoli deixou a relatoria após reunião do STF, em razão dos avanços da investigação da PF. O tema foi redistribuído a André Mendonça, que passou a conduzir o processo. O STF informou que a redistribuição visou preservar interesses institucionais.

A nota pública do STF também informou sobre a participação societária de Toffoli na empresa Maridt e negou qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF havia apontado dados relevantes no celular de Vorcaro ao longo da apuração.

Contexto institucional

Motta afirmou que autoridades de controle, como PF, Ministério Público e STF, estão dando a devida atenção às possíveis irregularidades, destacando que o STF tem cumprido seu papel institucional. Ele disse não ter dúvidas sobre o andamento adequado das investigações.

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