- Hugo Motta defendeu o ministro Dias Toffoli, dizendo que as revelações sobre o caso Master são “exagero” e que há afã de atacar a conduta dele.
- O presidente da Câmara afirmou que o STF tem cumprido seu papel e destacou que Toffoli atuou com equilíbrio nas decisões.
- Motta disse que pode tratar de qualquer tema na CPI, desde que as solicitações sejam analisadas por ordem cronológica, e criticou a ideia de mudar o escopo da comissão.
- A CPI do Master aprovou convite a Toffoli e a quebra de sigilo fiscal da Maridt Participações, com depor dois irmãos do ministro e também o interesse em ouvir Moraes e Vorcaro.
- O contexto envolve ligações entre Toffoli e a Maridt, com indícios de participação de Vorcaro em investimentos; Toffoli deixou a relatoria após o relatório, e o STF negou suspeição.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF. Motta rebateu as revelações sobre vínculos de Toffoli com a Maridt Participações, empresa ligada a Vorcaro, afirmando que houve exagero na cobertura e ataques à conduta do ministro.
Segundo Motta, o STF tem cumprido seu papel e Toffoli, ao atender pedidos, conduziu as decisões com equilíbrio. O deputado ressaltou que a opinião pública estaria buscando sangue e prejudicando a avaliação objetiva dos fatos.
Motta disse ainda que não se furtará a tratar temas relevantes, mas que as Comissões devem seguir a ordem cronológica de apresentação de pedidos, mantendo o escopo inicialmente definido para evitar uso político.
CPI do Master
Nesta semana, a CPI do Crime Organizado aprovou o comparecimento de Toffoli e a quebra de sigilo fiscal da Maridt entre 2022 e 2026. Aprovou também a convocação de dois irmãos do ministro, gestores da Maridt, e de Alexandre de Moraes, além de convidar Daniel Vorcaro, dono do Master.
O colegiado autorizou a oitiva obrigatória dos irmãos Toffoli, enquanto a presença de Toffoli é facultativa. Também foi aprovada a quebra de sigilos do banco envolvido, com objetivo de apurar operações relacionadas ao caso.
Toffoli já havia deixado a relatoria do Master após o STF confirmar a ausência de suspeição. O tribunal afirmou que o ministro atendeu aos pedidos da PF e da PGR, negando qualquer relação pessoal com Vorcaro e declarando a improcedência de recursos de influência indevida.
Contexto adicional
A investigação aponta que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é dono de fundos de investimento que compraram participação da empresa de Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. O ministro assegura ser sócio da Maridt, controlada por seus irmãos, com dividendos eventuais das transações.
Conversas entre Toffoli e Vorcaro teriam sido encontradas pela PF no celular de Vorcaro, e menções ao ministro apareceram em mensagens, conforme relatório enviado ao STF. Em resposta, Toffoli minimizou vínculos diretos, destacando tratar-se de uma empresa familiar com sede em Marília (SP).
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