- O senador Carlos Viana notificou o Coaf para entregar em cinco dias um relatório sobre as movimentações financeiras de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após solicitação aprovada pela CPMI do INSS.
- A medida acelera a disputa entre oposição e governo pelo acesso a informações sigilosas no caso das fraudes em aposentadorias.
- A solicitação de quebra de sigilo foi aprovada pela CPMI na véspera, em sessão tumultuada, mas há questionamentos sobre a contagem dos votos.
- Deputados e senadores da base do governo protocolaram recurso pedindo a anulação da sessão, alegando nítida parcialidade na condução dos trabalhos.
- O presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, determinou que a Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia da Casa analyses imagens da sessão, registros oficiais e o regimento para fundamentar decisão.
O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), notificou o Coaf para entregar em cinco dias um relatório sobre as movimentações financeiras de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O requerimento de quebra de sigilo, aprovado pela comissão na véspera, integra investigações sobre fraudes em aposentadorias.
A divulgação da solicitação foi feita por Viana em rede social. Segundo ele, a CPMI cumpre decisões e seguirá as medidas aprovadas, com transparência e observância legal. A mensagem reforça a prerrogativa do colegiado, segundo o parlamentar.
A sessão da CPMI foi marcada por tumulto: aprovou um conjunto de requerimentos em votação simbólica, que gerou controvérsia sobre a contagem dos votos. Parlamentares da base governista protocolaram recurso para anular a sessão.
Um grupo de apoio ao governo aponta nítida parcialidade na condução dos trabalhos. Eles destacam que a maioria dos presentes era governista e anexam documentos e uma foto do momento em que os demais permaneciam de pé, reforçando o pedido de apuração.
Entre as medidas propostas, há abertura de processo por quebra de decoro no Senado contra Carlos Viana. Também foi solicitado oitiva de autoridades para esclarecer condutas durante a votação.
Após o protocolo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou à Polícia Legislativa, à Secretaria-Geral da Mesa e à Advocacia da Casa que analisem imagens, registros oficiais e o regimento para sustentar a decisão.
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