- Eduardo Cunha afirmou, em Frente a Frente do Canal UOL, que parlamentares deveriam ser proibidos de monetizar redes sociais.
- Segundo ele, a monetização favorece ganhos financeiros e cliques, desviando o foco do debate público.
- Cunha disse não defender censura às plataformas, mas restringir o ganho financeiro ligado ao conteúdo político.
- Ele disse que a prática acelera a polarização e empobrece a discussão, contribuindo para mais votação remota e menos debate presencial no Congresso.
- Em entrevistas, Cunha associou apolarização ao impeachment de Dilma e comentou sobre estratégias políticas envolvendo evangélicos após o período de Bolsonaro.
Eduardo Cunha defende proibição de monetização de redes sociais por parlamentares. A declaração foi feita durante o programa Frente a Frente, do Canal UOL, quando o ex-deputado avaliou o impacto das plataformas digitais na política.
Segundo Cunha, a monetização cria ganhos financeiros ligados à audiência e não à defesa de interesses públicos. Ele afirmou que parlamentares poderiam ganhar com vídeos, o que, na prática, transformaria política em negócio. O debate, para ele, estaria sendo orientado por cliques e visualizações.
Ele destacou que não defende limitar as redes em si, mas restringir o ganho financeiro relacionado ao conteúdo político. A lógica, para o ex-presidente da Câmara, estimula polarização e distorce o foco público.
Contexto político e mudanças na Câmara
Cunha também comentou sobre o impacto das redes no funcionamento do Congresso, apontando que episódios recentes influenciaram a prática parlamentar, com menos debate presencial e mais votação remota, o que, na visão dele, empobrece a discussão.
Em outra passagem, o ex-deputado disse que a polarização aumentou após o impeachment de Dilma Rousseff. Ele também mencionou uma comparação entre os impeachments ocorridos após o regime militar, destacando o que chamou de início da disputa política polarizada.
Perspectivas e bastidores
Ainda no programa, Cunha criticou estratégias eleitorais, afirmando que a esquerda não deve buscar votos em segmentos evangélicos e destacando o papel de discursos familiares que ganharam força no período recente.
O Front a Frente conta com os colunistas Daniela Lima e Fábio Zanini para análises sobre o cenário político nacional e as articulações para as eleições de 2026. As edições são transmitidas ao vivo pela home do UOL, pelo YouTube e pela página no Facebook do UOL.
Onde assistir: ao vivo na home do UOL, no YouTube do UOL e no Facebook da empresa. O Canal UOL também está disponível em diversas operadoras de TV e no UOL Play.
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