- A filiação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa ao Democracia Cristã (DC) foi anunciada nesta sexta-feira (16) pelo presidente nacional da legenda, João Caldas, gerando crise interna no partido.
- Barbosa, de 71 anos, passou a ser visto como opção para disputar a Presidência da República, no lugar de Aldo Rebelo, cuja pré-candidatura não vem ganhando densidade nas pesquisas.
- A entrada de Barbosa faz parte de uma estratégia do DC de aumentar a visibilidade nacional e explorar pautas de combate à corrupção, ética pública e reformas institucionais.
- Aliados de Rebelo reagiram, com o ex-deputado Cândido Vaccarezza chamando Barbosa de inapoiável e dizendo que atuará contra a candidatura; Caldas afirmou que expulsará quem for contra Barbosa.
- Rebelo divulgou nota dizendo que não aceita a substituição e que tem divergências políticas profundas com Barbosa, criticando decisões tomadas durante o julgamento do mensalão.
A filiação de Joaquim Barbosa ao Democracia Cristã (DC) provocou uma crise interna no partido e coloca em xeque a pré-candidatura de Aldo Rebelo à Presidência em 2026. A confirmação foi feita pelo presidente nacional da sigla, João Caldas, nesta sexta-feira (16). O DC busca ampliar visibilidade nacional com uma agenda focada em combate à corrupção, ética pública e reformas institucionais.
Barbosa, de 71 anos, já passa a ser visto pelos dirigentes como uma opção viável para a corrida presidencial, substituindo Rebelo, que era o candidato oficial do DC no início do ano. Dentro da sigla, a leitura é de que a candidatura de Rebelo não ganhou o alcance esperado nas pesquisas recentes.
A articulação para a filiação faz parte de uma estratégia para ampliar o peso político do DC e caber no cenário eleitoral, mantendo o foco em temas ligados ao Judiciário e à governança pública. O ex-ministro já tem trajetória marcada pela atuação em grandes decisões nacionais, especialmente durante o julgamento do mensalão.
Reação de aliados e oposição interna
A movimentação gerou reação imediata entre aliados de Rebelo. O presidente do diretório paulista do DC, Cândido Vaccarezza, criticou a experiência de Barbosa e classificou a hipótese como inadequada para a própria compreensão do partido. Segundo Vaccarezza, Barbosa teria iniciado críticas jurídicas que ele chama de lawfare.
O líder da legenda, João Caldas, reagiu afirmando que a direção não tolerará resistência interna e sinalizou que quem se opuser à candidatura pode sofrer expulsão. A posição da direção é de manter Barbosa como opção central para a disputa caso avance o processo.
Aldo Rebelo, em nota divulgada no sábado (17), afirmou não reconhecer a possibilidade de substituição de sua candidatura sem consulta prévia à sua campanha. Rebelo alegou divergências políticas profundas com Barbosa e disse que a condução das negociações não foi compartilhada com ele. Ele também descreveu uma visão de Brasil distinta daquela que aponta Barbosa como saída para o DC.
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