- O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou, em Downing Street, que o acesso a redes sociais será proibido para quem tem menos de 16 anos no Reino Unido.
- A proposta abrange as principais plataformas e impõe restrições a produtos online não abrangidos pela proibição, como apps de jogos, incluindo a retirada da opção de conversar com estranhos.
- Starmer afirmou que é uma mudança real para as crianças, reconhecendo que existem benefícios, mas que o governo precisa escolher, defendendo a proibição total.
- A medida decorre de consulta pública, que apontou que nove em cada dez pais apoiaram a idade mínima de 16 anos para uso dos apps.
- O governo afirmou que a proposta vai além de iniciativas semelhantes em outros países, citando a Austrália como referência.
O governo do Reino Unido anunciou a proibição de acesso a redes sociais para menores de 16 anos. A decisão foi apresentada pelo primeiro-ministro Keir Starmer em uma coletiva em Downing Street neste fim de semana, como uma mudança real para as crianças.
A proposta envolve a proibição das principais plataformas de redes sociais para quem tem menos de 16 anos e restrições adicionais a produtos online não cobertos pela norma, como jogos, incluindo a proibição de conversar com desconhecidos.
Starmer afirmou que a medida não é leve, reconhecendo impactos positivos do uso de tecnologia, mas destacou a necessidade de escolhas públicas para proteger crianças. A promessa é de implementação ampla, inspirada em experiências internacionais.
O anúncio ocorreu durante um cerimonial com apoiadores da bancada pró-proibição e pais que perderam filhos, segundo a fala do premiê. Ele agradeceu aos presentes e reforçou a determinação de agir pela segurança infantil.
A equipe do governo indicou que o Brasil teve acesso a avaliações de impactos e consultas públicas. O premiê ressaltou que a mudança é difícil de legislar e fiscalizar, mas necessária para a proteção das crianças.
Apoio público e base de consulta
Dados divulgados pelo governo apontam que nove em cada 10 pais apoiaram a idade mínima de 16 anos na consulta sobre crescer online. A pesquisa reforça o respaldo à medida entre o público.
O planário divulgado na coletiva também apontou que a medida vai além de um precedente australiano, buscando um regime mais abrangente para reduzir danos associáveis ao uso das redes. A implementação deverá envolver fiscalização e adaptação de plataformas.
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