- O primeiro-ministro português Luis Montenegro defendeu o uso da base de Lajes, nos Açores, pelas EUA na campanha contra o Irã, em contraste com a Espanha, que negou permissão.
- O acordo permite uso pelas forças americanas sem autorização prévia em tempo de paz; durante hostilidades, Porto deve aprovar.
- Montenegro afirmou que a utilização está conforme a lei portuguesa e os acordos com os Estados Unidos, autorizada por razões defensivas e conforme o direito internacional.
- A posição de Portugal contrasta com a da Espanha, que gerou irritação do presidente Donald Trump ao negar o acesso às bases espanholas; Portugal lembrou ser membro fundador da Otan em mil novecentos e quarenta e nove.
- O governo informou ainda que haverá redução extraordinária e temporária do imposto sobre petróleo e energia para compensar eventuais aumentos de preço causados pelo conflito.
O Primeiro-Ministro de Portugal, Luis Montenegro, confirmou ao parlamento a decisão de permitir que os Estados Unidos utilizem a base aérea de Lajes, nos Açores, durante a campanha de bombardeio no Irã. A posição é contrária à de Espanha, que recusou pedidos semelhantes.
Montenegro disse que o uso da base está em conformidade com a legislação portuguesa e com acordos com os EUA. A autorização, segundo o governo, foi concedida com propósitos defensivos, com base na necessidade e contra alvos militares, em linha com o direito internacional.
O premiê destacou que Portugal tem uma relação estreita com os EUA e lembrou que o país é membro fundador da OTAN desde 1949, enquanto a Espanha entrou na aliança apenas em 1982. A diferença de posição entre os dois países ocorreu no contexto da ofensiva iraniana.
Além disso, o governo anunciou uma medida econômica para mitigar o impacto do conflito: uma redução extraordinária e temporária de impostos sobre combustíveis e energia, para compensar eventuais altas de preços acima de 0,10 euros por litro.
Fonte: Reuters.
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