- Dezenas de voos de repatriação estavam previstos para partir do Oriente Médio nesta quarta-feira, para levar para casa dezenas de milhares de cidadãos retidos no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- O espaço aéreo comercial permaneceu fechado na maior parte da região, com Dubai e outros hubs do Golfo praticamente indisponíveis pelo quinto dia seguido, a maior interrupção desde a pandemia.
- Voos de repatriação para Reino Unido e França estavam previstos; os Emirados Árabes Unidos abriram corredores especiais para facilitar o retorno de alguns cidadãos.
- A Emirates informou que todas as rotas de e para Dubai ficam suspensas até 7 de março, operando apenas um horário limitado a partir de Dubai e de Maktoum; a Nova Zelândia espera cento vinte e um voos de Dubai nesta quarta.
- A Qantas opera voos extras para britânicos presos na Austrália, com escala em Cingapura; o aumento de custos com combustível e rotas mais longas deve elevar preços das passagens.
Dois a três dias de turbulência: dezenas de voos de repatriação estão programados para partir do Oriente Médio nesta quarta-feira, conforme governos aceleram o retorno de cidadãos retidos no conflito entre EUA, Israel e Irã. O espaço aéreo da região permanece restrito para aviões comerciais.
A maioria das rotas de Dubai e outros hubs do Golfo continua praticamente indisponível, marcando a maior interrupção de viagens desde a pandemia. Emirados ainda mantêm corredores especiais para facilitar o retorno de alguns moradores.
Cidadãos britânicos e franceses devem ser prioridade em voos de repatriação previstos para hoje. O governo francês estima que cerca de 400 mil pessoas na região podem precisar de ajuda para deixar a área.
Situação do espaço aéreo
Um voo fretado britânico deve partir de Omã no fim da noite, com foco em passageiros britânicos vulneráveis. A Nova Zelândia prevê 121 voos de repatriação partindo de Dubai hoje.
A Emirates confirmou suspensão de todas as rotas de e para Dubai até 7 de março, fixando operação restrita apenas a voos limitados a Dubai e Maktoum. Vôos extras para transportar britânicos na Austrália também foram anunciados pela Qantas, com escala em Cingapura.
Impactos operacionais
A restrição de espaço aéreo obriga companhias a reabastecimentos adicionais ou rotas mais longas. Muitas aeronaves permanecem com combustível extra para evitar redirecionamentos.
Executivos do setor apontam que tripulações estão dispersas globalmente, dificultando a retomada rápida das operações quando o espaço for reaberto. O preço do petróleo alto tende a elevar os custos das companhias.
Golfo continua como centro de carga, agravando pressões em rotas internacionais após interrupção das cadeias de abastecimento no Mar Vermelho. A situação complica o equilíbrio entre demanda de repatriação e operações comerciais.
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