- A Conn Selmer planeja transferir a maior parte da produção de instrumentos de brass na fábrica de East Lake, em Ohio, para a China até o fim de junho de 2026, eliminando 150 vagas.
- O movimento ocorre após trabalhadores denunciarem a decisão e a UFC Local 2359, que representa os 150 funcionários, ter sido informada sobre o fechamento durante as negociações do novo acordo coletivo.
- O funcionário Robert Hines, presidente da UAW Local 2359, disse que a empresa apresentou a decisão de fechamento sem negociação e que a medida seria um ataque ao sindicato.
- John Paulson, bilionário gestor de hedge funds e um dos financiadores iniciais de Donald Trump, criticou o offshoring publicamente e defendeu a manufatura doméstica em entrevistas anteriores.
- Os trabalhadores planejam continuar a luta, com o sindicato esperando que a decisão seja revertida; a empresa afirma que o fechamento tornará a produção mais competitiva, mantendo o compromisso com a manufatura nos EUA.
O East Lake, Ohio, plant da Conn Selmer pode transferir a maior parte da produção para a China até o fim de 2026, levando à eliminação de 150 empregos. A decisão afetaria o maior fabricante americano de metais de bronze e instrumentos orquestrais.
Os trabalhadores são representados pela UAW Local 2359. O sindicato disse ter sido informado da conclusão sem possibilidade de negociação durante as primeiras conversas sobre o novo acordo coletivo.
A empresa afirmou que, se a decisão for finalizada, parte da produção será offshorada para aumentar a competitividade e atender às demandas do mercado atual. A Conn Selmer mantém o compromisso com a manufatura doméstica há mais de 150 anos.
A reação dos funcionários é de resistência. O presidente do sindicato criticou a escolha, apontando contradição entre discurso público pró fabricação nacional e a proposta de transferir trabalho para a China. Trabalhadores disseram que a decisão prejudicaria a comunidade local.
Campanhas de apoio foram organizadas pela UAW, incluindo um comício em Eastlake no início de fevereiro. Um vídeo com depoimentos de trabalhadores enfatizou o impacto humano da possível fechadura da planta.
John Paulson, investidor de hedge funds ligado ao negócio, é apontado como crítico da terceirização. Ele já defendeu a fabricação doméstica em entrevistas e em eventos e foi apoiador de campanha de Donald Trump.
Segundo a empresa, o fechamento seria um passo para melhorar a competitividade diante das condições de mercado. A direção afirmou que a produção offshore não compromete o compromisso de manter operações nos Estados Unidos.
Os trabalhadores relatam preocupação com o efeito econômico para a comunidade de East Lake, incluindo impactos em renda e serviços locais. O sindicato busca manter a planta aberta e afirmou que a disputa ainda pode ser revertida.
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