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Geração ansiosa de jovens do Reino Unido enfrenta dificuldades de adaptação

Geração ansiosa enfrenta ambiente de trabalho desatualizado; Milburn pede mais flexibilidade e apoio mental para evitar catástrofe econômica

Young people attending the London Job Show employment fair in the Westfield shopping centre in London on 15 May.
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  • Alan Milburn afirmará que jovens mais ansiosos precisam de mais flexibilidade e apoio à saúde mental nas empresas, para evitar uma catastrophė econômica.
  • O relatório encomendado pelo primeiro-ministro Keir Starmer aponta que quase 1 milhão de pessoas entre 16 e 24 anos não estão em educação, emprego ou formação.
  • Dos Neets, 946 mil nunca trabalharam; 25% são incapazes de trabalhar por doença ou deficiência; 43% apontam problemas de saúde mental como principal razão, aumento em relação a 2011.
  • Milburn disse que o sistema prende os jovens no desemprego, destacando que eles não são preguiçosos, mas vivem com ansiedade; a influência das redes sociais seria um fator destacado.
  • O documento também considera a queda da imigração como contexto, com migração líquida de 171 mil no ano passado, sugerindo que Neets podem suprir demanda de mão de obra qualificada.

O governo britânico prevê que quase 1 milhão de jovens entre 16 e 24 anos não estejam em educação, emprego ou formação. Alan Milburn, conselheiro de empregos, afirma que o mercado de trabalho atual é desatualizado e requer mudanças para evitar uma crise econômica.

Milburn, ex-secretário de Saúde do Labour, prepara um relatório cuja versão provisória deve ser publicada na próxima semana. Ele aponta que problemas de saúde mental, ansiedade e neurodiversidade impulsionam a inatividade entre jovens.

O estudo, solicitado pelo premiê Keir Starmer, avalia o peso da saúde mental na força de trabalho jovem e o papel das redes sociais na vida diária. Milburn afirma que jovens ficaram mais conectados e com padrões de sono alterados.

Contexto e dados

Mais da metade dos 946 mil Neets nunca trabalhou. Um quarto é apresentado como incapaz de trabalhar por doença ou deficiência de longo prazo. Desses, 43% citam problemas de saúde mental como razão principal.

O documento sinaliza que a proporção de Neets no Reino Unido é significativamente maior do que em muitos países desenvolvidos, com o país tendo o dobro de Neets de Japão ou Irlanda, e o triplo de Holanda.

Milburn sustenta que jovens não são menos capazes; cresceram em um ambiente digital que mudou a forma de comunicar, relacionar-se e lidar com o estresse. A vida online aumenta a ansiedade e pode afetar a performance no trabalho.

Perspectivas e impactos no mercado

O relatório sugere que Neets podem representar uma oportunidade para empresas com dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, especialmente diante da queda de imigração. Dados divulgados indicam queda da migração líquida para o país.

Em entrevista ao Guardian, Peter Hyman sugere mudanças radicais no sistema educacional, incluindo mudanças de currículo e regras para o uso de redes sociais, para facilitar a transição para o trabalho.

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